O modelo
A previsão pública descreve água profunda. O que um surfista encontra é a onda depois de atravessar a plataforma, entortar em direção à praia, empinar no fundo e quebrar. Essa transformação é determinística dado a onda e o fundo — e é exatamente aí que dois picos sob a mesma previsão deixam de ser a mesma onda.
Porteiras e moduladores
A nota não é uma média de cinco notas. Dois fatores respondem “existe onda surfável aqui?” e quatro respondem “quão boa ela é”. Os primeiros multiplicam; os segundos entram numa média geométrica ponderada, que se recusa a diluir um veto: um fator perto de zero derruba o resultado por mais bons que sejam os outros. Maré perfeita não salva vento maral.
nota = exposição × período × Π moduladorespeso
- Exposição — porteira
- A direção do swell alcança o pico? Fora da janela, o headland está no caminho e a nota é zero. A janela não é fixa: swell de período longo entorta mais na plataforma e entra atrás de uma ponta que uma vaga curta nunca contorna.
- Período — porteira
- O fundo sente a onda? Vaga de período curto passa por cima de um recife fundo sem nunca encostar nele.
- Tamanho — peso 1.0
- Altura de arrebentação depois de empinamento e refração, contra a faixa que o pico segura antes de fechar.
- Maré — peso 0.9
- Profundidade sobre o fundo. Um recife raso afoga na cheia e seca na baixa.
- Vento — peso 1.1
- O maior peso, porque nesta costa é o que mais decide se uma boa previsão vira uma boa sessão: o alísio entra no meio da manhã e achata tudo.
A transformação
Cada trem de ondulação atravessa a mesma sequência. A relação de dispersão dá o comprimento de onda em cada profundidade. A velocidade de grupo cai conforme o fundo sobe, e a onda empina — é o coeficiente de empinamento. A lei de Snell entorta a crista em direção à praia, e como isso espalha a mesma energia num comprimento maior de crista, a onda perde altura: um swell oblíquo sempre quebra menor que um de frente.
A profundidade de quebra é resolvida numericamente, não por fórmula fechada. As fórmulas prontas da literatura descartam a refração — justamente o termo que faz dois picos vizinhos diferirem. Encontrada a quebra, o número de Iribarren classifica se ela derrama, tuba ou infla, e é aí que o declive do fundo separa um banco de areia de uma laje.
Airy (1841) · Fenton & McKee (1990) para o comprimento de onda explícito · Battjes (1974) para a similaridade de arrebentação · Komar (1998).
A maré é calculada, não prevista
O nível do mar em qualquer instante, passado ou futuro, sai da astronomia: uma soma de constituintes harmônicos com correções nodais, sobre as constantes medidas do marégrafo de Salvador. Isso importa duas vezes. O site nunca depende de uma API de maré continuar de pé, e o backtest reconstrói a maré de uma sessão de 2022 com a mesma exatidão com que prevê a de terça que vem.
O ciclo nodal de 18,6 anos entra pelas fórmulas exatas de Schureman, não pelas séries truncadas que a maioria das implementações curtas usa — elas não têm forma correta para o L2, cujo fator oscila entre 0,59 e 1,33 conforme o perigeu lunar caminha. O quanto isso fecha contra a tábua da Marinha.
O que o modelo não faz
Escopo é decisão de projeto, e a lista abaixo é deliberada. Cada item é um ponto de extensão declarado — não uma funcionalidade prometida.
- Aprender com os dados. O modelo é físico e explícito; nada aqui é ajustado por regressão.
- Modelar corrente, deriva litorânea ou o banco de areia mudando de forma depois de uma ressaca.
- Prever maré meteorológica — empilhamento por vento e pressão não entra na soma harmônica.
- Simular difração atrás de obstáculo. A janela de swell aproxima isso por um arco que alarga com o período.
- Cobrir qualquer praia fora de Guarajuba. A geometria de cada pico é escrita à mão, e é esse o ativo.
- Substituir olhar o mar. É um modelo de 8 km de resolução sobre parâmetros estimados.